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OS ESTATUTOS


PREÂMBULO


Nos anos 60 do século passado, na zona da Carvalhosa, na cidade do Porto, cimentou-se uma forte amizade entre vários jovens que por ali habitavam e, passados 50 anos, um grupo deles teve a feliz ideia de encetar diversas diligências no sentido de localizar o paradeiro do maior número possível desses amigos a fim de levar a efeito uma jornada de confraternização (Conferência), recordando o passado.

Atingido esse objectivo, logo foi proposta a criação de uma Associação que chamasse a si a organização de Conferências periódicas de idêntica natureza.

Assim, foi criada a "Akademia do Garfo & Faca" cujos Estatutos serão aqui publicados, após aprovação, e que visam estipular as regras do seu funcionamento, bem como definir os direitos e deveres dos akadémicos.

Procuram ainda os presentes Estatutos dar força à prossecução dos indeclináveis objectivos de confecção de bons petiscos.

Com efeito serão objecto de destaque os seguintes propósitos:

a) Reforçar a qualidade dos temas a debate, em particular através de novas formas de controlo por parte dos akadémicos, quer sobre a gestão estratégica da cozinha, quer sobre a gestão da adega.

b) Preservar e incrementar, enquanto instrumento de satisfação do apetite do akadémico, uma lógica de actividade em que sobressaia a sua natureza cooperativa;

c) Garantir a qualidade dos temas a debater através de práticas próprias das antigas técnicas de culinária, propiciadoras de um belo repasto;

e) Realçar a importância do papel de uma boa pinga na alimentação do akadémico;

f) Apenas admitir a possibilidade de algum akadémico "cantar ao gregório", quando se provar não ser esse facto decorrente de excesso de gula.

Em suma, pretende-se, com os presentes Estatutos consagrar e operacionalizar um conjunto de condições que garantam e reforcem o objetivo fundamental a atingir: manter e reforçar um são convívio entre velhos amigos, verdadeira razão da criação da Akademia, portadora de qualidade, eficácia e eficiência que, naturalmente, lhe são exigidas pelos seus akadémicos.



AG&F – AKADEMIA DO GARFO & FACA

Proposta de:

ESTATUTOS

CAPÍTULO I


Da constituição, natureza e fins

ARTIGO 1.º

Constituição

1. A AKADEMIA DO GARFO & FACA, adiante designada por AG&F foi criada em Janeiro de 2012(???) e passa a reger-se pelos presentes Estatutos.

ARTIGO 2.º

Natureza e fins

1. A AG&F é uma Academia privada de índole gastronómica, sem fins lucrativos e que tem por finalidade a realização de uma missão de serviço público, contribuindo para uma vida melhor dos seus akadémicos, em particular, no que se refere ao bom prato e à boa pinga.

2. A AG&F deve assumir-se, nas suas preocupações com a alimentação dos seus akadémicos, como uma Organização que contribua significativamente para a satisfação do seu apetite.

ARTIGO 3.º

Sede

1. A AG&F tem sede onde houver um petisco jeitoso e um bom vinho a condizer e, através de uma adequada estrutura desconcentrada, a definir em regulamento interno, exerce acção em qualquer latitude (haja saúde e dinheiro pr'a vinho).

2. Os serviços da AG&F dispõem de autonomia de gestão nos termos em que a mesma lhes seja atribuída em regulamentação interna.

CAPÍTULO II

Da prestação de serviços

ARTIGO 4.º

Relação com os akadémicos


1. A concretização dos termos e condições da prestação dos serviços previstos no artigo 2.º será feita pelo akadémico sorteado no final de cada Conferência.

2. A prestação de serviços referida no número anterior será apreciada e votada por todos os akadémicos presentes na Conferência, onde cada um poderá atribuir nota de 1 a 20.

3. O akadémico cuja média das notas, obtidas de acordo com o número anterior, antingir uma pontuação inferior a 10 valores, fica obrigado a apresentar novo tema a debate na Conferência imediatamente a seguir.

4. No início de cada Conferência será obrigatoriamente efectuado um brinde de saudação à Akademia, com o melhor néctar que houver nas redondezas.

a) Este procedimento torna-se também obrigatório no final dos trabalhos e após o sorteio, servindo como incentivo ao próximo Chef.

5. Em cada Conferência será nomeado, por votação, o relator encarregado de elaborar a respectiva Acta, a publicar no site da Akademia.

CAPÍTULO III

Dos akadémicos

ARTIGO 5.º Âmbito

Podem ser akadémicos da AG&F as pessoas que viviam na área e nas datas referidas no preâmbulo ou que por ali conviviam, que sejam ágeis no manuseamento do garfo e que demonstrem disponibilidade para apresentar a debate temas de qualidade, por si realizados em tachos e panelas.

ARTIGO 6.º

Direitos

1. São direitos dos akadémicos, através da sua participação nas Conferências, exercer sobre a gestão da AG&F um controlo permanente, designadamente sobre a qualidade do tema em debate.

2. São direitos específicos dos akadémicos:

a) Usufruir dos serviços prestados pela AG&F;

b) Participar no sorteio para eleição do akadémico que apresentará tema a debate na Conferência seguinte;

c) Apresentar todas as propostas que julguem de interesse para a melhor prossecução dos fins da AG&F;

ARTIGO 7.º

Deveres


São deveres dos akadémicos:

a) Cumprir as determinações dos estatutos e regulamentos aprovados;

b) Não deixar comida no prato;

c) Evitar desperdiçar qualquer gota de bebida (principalmente alcoólica);

d) Não ingerir água das pedras em público;

e) Cumprir o compromisso assumido relativamente aos trabalhos inerentes ao tema a debater;

f) Comunicar à AG&F, com uma antecedência mínima de 24 horas, qualquer situação de dieta forçada (com atestado médico).



ARTIGO 8.º

Sanções

São privados provisoriamente dos seus direitos os akadémicos que não cumprirem as disposições estatutárias e regulamentares.